MAMA - Diagnóstico por imagem

Ultrassonografia Mamária

Ultrassonografia Mamária

O PAPEL DA ULTRASSONOGRAFIA:

A USG mamária é um dos métodos mais estudados nas últimas décadas. Tem Baixo custo e reprodutibilidade. No início usado para diferenciarlesões císticas ou sólidas. Atualmente, empregada visando o diagnóstico mais preciso do câncer precoce de mama.

• RÁPIDO PROGRESSO TECNOLÓGICO
1 - APARELHOS E TRANSDUTORES DE ALTA RESOLUÇÃO.
2 - DOPPLER COLORIDO PARA ESTUDO DA VASCULARIZAÇÃO DOS TUMORES.
3 - MEIOS DE CONTRASTES ULTRA-SONOGRÁFICOS CAPAZES DE AMPLIFICAR O SINAL DO FLUXO VASCULAR NA MICROVASCULARIZAÇÃO TUMORAL (NEOANGIOGÊNESE)UltrassomUltrassonografia

CISTO:

Cisto

NÓDULO SÓLIDO HIPOECÓICO:

INDICAÇÕES:

• ESTUDO DE MAMAS JOVENS.
• PACIENTES JOVENS COM NÓDULO PALPÁVEL.
• MAMAS DE ALTA DENSIDADE MAMOGRÁFICA.
• COMPLEMENTAÇÃO DA MAMOGRAFIA PARA MELHOR CARACTERIZAÇÃO DA MORFOLOGIA PRECISA DE NÓDULOS.
• DOENÇA INFLAMATÓRIA- ABSCESSO.
• PESQUISA / CONTROLE DE SEROMA E HEMATOMA.
• ALTERAÇÕES CUTÂNEAS.
• MAMAS NO CICLO GRÁVIDO-PUERPERAL
• NÓDULOS PARAESTERNAIS, SUPRACLAVICULARES E AXILARES.
• AVALIAÇÃO DE PRÓTESES DE SILICONE (RUPTURA INTRA E EXTRACAPSULAR E DEGENERAÇÃO DO CONTEÚDO DA PRÓTESE).

OUTRAS INDICAÇÕES:

• PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS GUIADOS POR USG.
• BIÓPSIAS (CORE BIOPSY) E PUNÇÃO ASPIRATIVA.
• LOCALIZAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA.
• ORIENTAÇÃO DE ESTRATÉGIA CIRÚRGICA.

USO INAPROPRIADO DA USG:

• DETECÇÃO DE MICROCALCIFIÇÕES.
• DIFERENCIAÇÃO: BENIGNO X MALIGNO.
• ESTUDO DE LESÕES ESPICULADAS.
• AVALIAÇÃO DE PEQUENOS NÓDULOS DETECTADOS NA MAMOGRAFIA, EM MAMA ADIPOSA.

TECNICA DE EXAME:

• TRANSDUTORES LINEARES DE ALTA FREQUÊNCIA DE 7,5 À 15 MHz.
• POSIÇÃO DO PACIENTE: SUPINA COM AS MÃOS ATRÁS DA CABEÇA.
• PADRONIZAÇÃO DA SEQUÊNCIA DO EXAME.

ESTUDO DA MAMA:

• MAMA NORMAL.
• PADRÃO TECIDUAL VARIÁVEL DE ACORDO COM A IDADE, CONSTITUIÇÃO FÍSICA E O ESTADO HORMONAL.

Estudo da Mama

GRAU DE ECOGENICIDADE DOS COMPONENTES DA MAMA:

ESTUDO USG MAMÁRIA:

• FÁCIL REPRESENTAÇÃO DOS TECIDOS NA US.
• PELE
• LIGAMENTOS
• TECIDO ADIPOSO
• TECIDO GLANDULAR
• DUCTOS
• REGIÃO PAPILAR
• MUSCULATURA
• FÁSCIA PROFUNDA

ESTUDO NORMAL E PATOLÓGICO DAS ESTRUTURAS MAMÁRIAS:

PELE:
• NORMAL: FAIXA LAMELAR DE 0,5 A 2 MM.
• PELE NA REGIÃO AREOLAR : + HETEROGÊNEA (TUBERCULOS DE MONTGOMERY)
• PELE ESPESSADA: PROCESSOS INFECCIOSOS (MASTITES), INFLAMATÓRIOS ( COLAGENOSES, CICATRICIAIS OU PÓS-RADIOTERAPIA), PÓS-TRAUMÁTICOS, TUMORAIS PRIMÁRIOS.

DUCTOS:
ASPECTO USG:
• ESTRUTURAS TUBULARES ANECÓICAS QUE CONFLUEM EM DIREÇÃO À PAPILA.
• AP. DE ALTA RESOLUÇÃO PARA AVALIAÇÃO DA ANATOMIA DUCTAL E PROCESSOS PATOLÓGICOS.

PARÊNQUIMA MAMÁRIO:

Formações Císticas:
• PADRÃO USG + COMUM:IMAGEM ANECÓICA (OU COM ESCASSOS ECOS NO INTERIOR OU COM CONTEÚDO ESPESSO) PAREDE REGULAR OU IRREGULAR REFORÇO POSTERIOR
• OCORRÊNCIA EM QUALQUER IDADE: PICO DE PREVALÊNCIA DE 30 A 50 ANOS.
• DILATAÇÕES DOS ÁCINOS LOBULARES.

DIAGNÓSTICOS DE CISTOS:

A USG mamária é capaz de comprovar ou excluir a presença de cistos. Tem 100% de acerto ( c/ técnica correta).

CISTOS:

IMAGEM ANECÓICA, DE PAREDE REGULAR E REFORÇO ACÚSTICO POSTERIOR:IMAGEM ANECÓICA, DE PAREDE REGULAR E REFORÇO ACÚSTICO POSTERIORIMAGEM ANECÓICA, DE PAREDE REGULAR E REFORÇO ACÚSTICO POSTERIOR

CISTO COM CONTEÚDO ESPESSO:

CISTO COM CONTEÚDO ESPESSO

NÓDULO HIPECÓICO:

NÓDULO HIPECÓICO

CRITÉRIOS ECOGRÁFICOS PARA DIFERENCIAÇÃO ENTRE NÓDULO CÍSTICO, NÓDULO SÓLIDO BENIGNO E NÓDULO MALIGNO:

FORMAÇÕES NODULARES BENIGNAS: TUMORES BENIGNOS

FIBROADENOMA:

• PADRÃO USG + COMUM: NÓDULO SÓLIDO, HIPOECÓICO, DE LIMITES BEM DEFINIDOS.
• TUMOR SÓLIDO BENIGNO MAIS COMUM NAS MULHERES.
• FAIXA ETÁRIA 15 A 35 ANOS.

- NÓDULO OVALADO, DE LIMITES LISOS, COM SOMBRAS LATERAIS E MÉDIO REFORÇO SONORO POSTERIOR:

NÓDULO OVALADO, DE LIMITES LISOS, COM SOMBRAS LATERAIS E MÉDIO REFORÇO SONORO POSTERIOR- NÓDULO HIPOECÓICO, APRESENTANDO CONTORNO REGULAR, ECOTEXTURA INTERNA HOMOGÊNEA E REFORÇO POSTERIOR:ultrassomultrassonografiaultrassom nóduloultrassonografia nódulo

- NÓDULO HIPOECÓICO, APRESENTANDO CONTORNO REGULAR, ECOTEXTURA INTERNA HOMOGÊNEA E REFORÇO POSTERIOR:


FIBROADENOLIPOMA:

• PADRÃO USG + COMUM:IMAGEM SÓLIDA ISO, HIPO OU HIPERECÓICA.
• O ASPECTO USG É VARIÁVEL DEPENDE DA PROPORÇÃO ENTRE TECIDO ADIPOSO E ADENOMATOSO.
• A TEXTURA É MUITO SEMELHANTE AO PARÊNQUIMA NORMAL.

- FIBROADENOLIPOMA GIGANTE ECOTEXTURA HETEROGÊNEA COM ÁREA NODULARES HIPO E HIPERECÓICAS EM NÓDULO ENCAPSULADO:

LIPOMAS:

• PADRÃO USG + COMUM: NÓDULO HIPERECÓICO.
• PROLIFERAÇÃO DE CÉLULAS GORDUROSAS QUE FORMAM UMA MASSA ENCAPSULADA.
• DIAG. DIF.: FIBROADENOMA E FIBROADENOLIPOMA (INCONCLUSIVA AO MÉTODO DE IMAGEM).

- NÓDULO HIPERCÓICO:

NÓDULO HIPERCÓICO

NECROSE GORDUROSA:

• PADRÃO USG + COMUM: IMAGENS SÓLIDAS HIPOECÓICAS HETEROGÊNEAS OU IMAGENS ANECÓICAS.
• ASPECTO USG INESPECÍFICO.

- IMAGEM ANECÓICA COM FOCO HIPERECÓICO:

IMAGEM ANECÓICA COM FOCO HIPERECÓICO

LINFONODO INTRA-MAMÁRIO:

• PADRÃO USG:
• NÓDULOS SÓLIDOS HIPOECOGÊNICOS SOLITÁRIOS OU MÚLTIPLOS NO PARÊNQUIMA MAMÁRIO, PRINCIPALMENTE NA PROJEÇÃO DOS QQEE.
- IMAGEM SÓLIDA HIPOECÓICA DE CONTORNOS REGULARES:

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS:

MASTITE:

• PADRÃO USG + COMUM:ÁREA HIPOECÓICA E HETEROGÊNEA OU LESÃO HETEROGÊNEA COM PAREDES ESPESSADAS E CONTEÚDO HIPOECÓICO COM SEPTAÇÕES.
• INFLAMAÇÃO + COMUM NA LACTAÇÃO.
• LESÕES TECIDUAIS VARIANDO DESDE ESPESSAMENTO DA PELE ATÉ ABSCESSOS E LINFOADENOMEGALIAS.

LESÃO HETEROGÊNEA COM PAREDES ESPESSADAS E CONTEÚDO HIPOECÓICO COM SEPTAÇÕES

ABSCESSO:
• PADRÃO USG + COMUM: IMAGEM PREDOMINANTEMENTE ANECÓICA, PREENCHIDA POR MÚLTIPLOS ECOS (LÍQUIDO ESPESSO)

ABSCESSO

HEMATOMA:
• PADRÃO USG + COMUM: IMAGEM PREDOMINANTEMENTE ANECÓICA COM ECOS INTERNOS, CONTORNOS IRREGULARES E REFORÇO POSTERIOR.
• ALTERAÇÃO PÓS-TRAUMÁTICA OU PÓS-CIRURGICA.

IMAGEM PREDOMINATEMENTE ANECÓICA COM ECOS INTERNOS, CONTORNOS IRREGULARES E REFORÇO ACÚSTICO POSTERIOR

GALACTOCELE:
• PADRÃO USG + COMUM: IMAGEM PREDOMINANTEMENTE ANECÓICA, COM ECOS INTERNOS DISPERSOS (LÍQUIDO ESPESSO), COM REFORÇO ACÚSTICO POSTERIOR.
• DUCTOS GALACTÓFOROS OBSTRUIDOS DURANTE A LACTAÇÃO.

IMAGEM PREDOMINANTEMENTE ANECÓICA COM ECOS INTERNOS DISPERSOS (LÍQUIDO ESPESSO) E REFORÇO ACÚSTICO POSTERIOR

FORMAÇÕES NODULARES MALIGNAS:

CARCINOMA:
• PRINCIPAL DOENÇA DA MAMA
• MÉTODO DE ESCOLHA PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE: MAMOGRAFIA.
• USG AUXILIA NOS ESTUDO DE: MAMAS DENSAS E NOS PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS.
• TUMOR MALIG. + FREQ: ADENOCARCINOMA DUCTAL ( QQLL 50 % )
• PADRÃO USG + COMUM: LESÃO SÓLIDA HIPOECÓICA, HETEROGÊNEA, MUITO IRREGULAR E QUE OCASIONA SOMBRA ACÚSTICA.
• ASPECTO USG: DEPENDE DO TIPO HISTOLÓGICO
• TIPOS HISTOLÓGICOS COM ESTE PADRÃO: CARCINOMA DUCTAL INFILTRANTE, COMEDOCARCINOMA, CARCINOMA CIRROSO, CARCINOMA LOBULAR.

ECOGRÁFICO DOS CARCINOMAS MAMÁRIOS:

- ASPECTO CARCINOMA MAMÁRIO:

- CONDUTA NA AVALIAÇÃO DE NÓDULO CONDUTA MAMÁRIO:

PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS:

• ORIENTAR PROCEDIMENTOS INTERVENCIONISTAS COMO:
• BIÓPSIAS ( CORE BIOPSY) E PUNÇÃO ASPIRATIVA.
• LOCALIZAÇÃO PRÉ-OPERATÓRIA COM A INSERÇÃO DE FIO-GUIA OU MARCAÇÃO CUTÂNEA.

- PUNÇAO GUIADA POR ULTRASSOM:

- BIÓPSIA POR PUNÇÃO DIRIGIDA POR ULTRASSOM:

ESTUDO DE PRÓTESES DE SILICONE:
• DIAGNÓSTICO DE RUPTURA INTRA E EXTRACAPSULAR
• DETECTAR DEGENERAÇÃO NO CONTEÚDO DAS PRÓTESES.

- AVALIAÇÃO DE PRÓTESE: ROPTURA INTRACAPSULAR - SINAL DE LINGUINI:


DOPPLER:

1 - ALTERAÇÕES MAMÁRIAS BENIGNAS:
- MAPEAMENTO COLORIDO REVELA AUMENTO DISCRETO DO NÚMERO DE VASOS E UM FLUXO DE ALTA RESISTIVIDADE.
2 - A CARACTERIZAÇÃO DAS LESÕES MAMÁRIAS PELO DOPPLER COLORIDO, COMO BENIGNAS E OU MALIGNAS CONSISTE NA:
- ANÁLISE DO PADRÃO DE VASCULARIZAÇÃO TUMORAL ( ANÁLISE MORFOLÓGICA DO DOPPLER COLOR)
- ANÁLISE QUANTITATIVA DO DOPPLER COLORIDO ( MENSURAÇÃO DOS ÍNDICES FLUXOMÉTRICOS).
3 - ANÁLISE MORFOLÓGICA DAS LESÕES MAMÁRIAS COM O DOPPLER COLORIDO:
- AVALIAÇÃO DA QUANTIDADE, DISTRIBUIÇÃO E LOCALIZAÇÃO DOS VASOS QUE IRRIGAM O TUMOR.
- LESÕES BENIGNAS VASOS NEOFORMADOS CIRCUNSCREVEM A LESÃO SENDO ESCASSOS INTERNAMENTE, SENDO RARO IDENTIFICAR PRESENÇA DE VASOS NUTRIENTES NA PERIFERIA.
- VASOS DA MAMA NORMAL SÃO QUASE RETILÍNEOS.
- VASOS DA NEOVASCULARIZAÇÃO TUMORAL MALIGNA SÃO MAIS ABUNDANTES E TORTUOSOS COM PRESENÇA DE VASOS NUTRIENTES.

4 - ANÁLISE DOPPLERFLUXOMÉTRICA DAS LESÕES MAMÁRIAS:
- BASEIA-SE NA ANÁLISE DOS FLUXOS DE RESISTÊNCIA(IR), DO ÍNDICE DE PULSATILIDADE(IP) E DA VELOCIDADE MÁXIMA SISTÓLICA.
- OS ÍNDICES IR E IP TEM BAIXA ACURACIA.
- A VELOCIDADE SISTÓLICA MÁXIMA ELEVADA É O PRINCIPAL PARÂMETRO FLUXOMÉTRICO DIFERENCIAL INDICATIVO DE MALIGNIDADE: NORMAL < 15 CM/SEG.
- INCISURA PRÉ-DIASTÓLICA:
* PRESENÇA (SINAL BENIGNO)
* AUSÊNCIA (SINAL MALIGNO)